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Música

Por Aparato Cultural

5 artistas baianos para descobrir na nova cena musical

Bahia

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Longe dos nomes que já dominam os grandes palcos, uma nova geração de músicos baianos experimenta sons, mistura referências e mantém viva a tradição de inovação da música produzida no estado.

Quando se fala em música baiana, é fácil pensar imediatamente em nomes que já fazem parte da história da música brasileira. Mas existe outra Bahia musical acontecendo ao mesmo tempo.

Em Salvador e em outras cidades do estado, artistas independentes estão produzindo trabalhos que passam pelo samba, reggae, rap, música eletrônica, MPB, ritmos afro-diaspóricos e experimentações contemporâneas.

Nem todos têm grandes números nas plataformas ou aparecem nos principais festivais. Ainda assim, ajudam a construir o presente da música baiana.

Conheça cinco nomes para colocar no radar;

Ras Elias

Cantor, compositor e multi-instrumentista, Ras Elias integra a cena independente baiana e desenvolve um trabalho que aproxima Salvador e o Recôncavo de ritmos africanos e afro-diaspóricos.

O artista aparece no catálogo do Mercado da Música, iniciativa voltada à divulgação de profissionais e artistas da cadeia musical baiana. Sua produção representa uma característica recorrente da música contemporânea feita na Bahia: a possibilidade de dialogar com diferentes tradições sem abandonar a identidade local.

Leticia Peixinho

Nascida e criada na região de Feira de Santana, Leticia Peixinho começou sua trajetória musical de maneira autodidata ainda na adolescência.

A artista atua como cantora, compositora e instrumentista e já participou de trabalhos com nomes e grupos da música regional, além de integrar atualmente o grupo Fogo Pagô. Sua trajetória também mostra que a renovação da música baiana não acontece somente na capital.

Feira de Santana e outras cidades do interior continuam formando músicos que circulam por diferentes territórios e linguagens.

LORE

Cantora e compositora independente de Salvador, LORE foi reconhecida como Melhor Intérprete no 21º Festival da Educadora.

O reconhecimento faz parte de um circuito que há anos funciona como espaço de descoberta e divulgação de novos artistas baianos. No catálogo do Mercado da Música, a artista aparece entre os nomes independentes da cena musical do estado.

É justamente esse tipo de circuito que permite que artistas ainda pouco conhecidos encontrem espaço para apresentar suas próprias composições.

Rilk MC

A música baiana contemporânea também passa pelo rap.

Rilk MC atua como rapper, compositor, músico e produtor musical. O artista é fundador do selo Tríplice e também está ligado ao projeto Maloka Cultural.

Sua presença ajuda a lembrar que a produção musical de Salvador não se resume aos gêneros tradicionalmente associados à imagem da Bahia.

A cidade também possui uma cena de hip-hop construída a partir das periferias, dos coletivos culturais e da produção independente.

Louise Rabello / Karmaleoa

Cantora, DJ e multiartista de Salvador, Louise Rabello atua artisticamente como Karmaleoa.

Sua trajetória passa pela música eletrônica e por outras linguagens artísticas. Ela também é uma das criadoras do Manifesto SSA, movimento voltado à música eletrônica LGBTQIA+ em Salvador.

Uma Bahia musical além dos grandes nomes

Projetos como o Cabaça Sonora, que reuniu em 2026 artistas do Centro Antigo de Salvador como Ejigbo Oni, Iná Tupinambá, Jade Lu, Paulinho do Reco e Victor Badaró, mostram que existe uma produção autoral diversa sendo construída em diferentes territórios da cidade.

E iniciativas como o Selo Educadora FM Independente continuam criando espaços para que novos trabalhos sejam apresentados ao público. Em 2026, por exemplo, a rádio destacou a banda soteropolitana Merlô e seu projeto Cinema, que mistura referências do post-indie e da tropicália.


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